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América Latina rechaça invasão norte americana na Venezuela

Depois de atacar durante meses o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, a América Latina se posicionou fortemente contra ameaças norte-americanas de ação militar contra o país em dificuldades.

Os comentários surpreendentes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, feitos na sexta-feira (11), podem assim acabar dando ao líder de esquerda impulso regional.

Após o comentário de Trump de que a intervenção militar na Venezuela era uma opção, os críticos de Maduro estão presos entre apoiar a ideia de invasão estrangeira da Venezuela ou apoiar um presidente que chamam de ditador.

O poderoso ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino, criticou na sexta-feira as ameaças dos EUA, considerando-as "loucura", e o ministro das Relações Exteriores, Jorge Arreaza, afirmou neste sábado que a Venezuela rejeitou ameaças "hostis", pedindo à América Latina que se unisse contra Washington.

Foi o Peru, um dos críticos mais ferozes de Maduro, que liderou a acusação contra Trump, dizendo que sua ameaça era contra os princípios das Nações Unidas. México e Colômbia se juntaram com declarações próprias.

O Mercosul --formando por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai-- acrescentou que rejeita o uso da força contra a Venezuela, apesar de ter suspendido indefinidamente o país do bloco na semana passada.

A Venezuela está passando por uma grande crise econômica e social, com milhões de pessoas sofrendo com a escassez de alimentos e medicamentos, aumento da inflação e meses de inquietação antigoverno que deixou mais de 120 mortos.

(Com informações de Reuters)

 

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